Ingressei em movimentos de juventude e estudantis há mais ou menos um ano, sim um ano, e parece que faz décadas. Não fiz isso antes pelo simples fato de não acreditar na capacidade da juventude de FALAR, de EXPRESSAR e que essas palavras façam a diferença.
Neste período, conheci jovens que no ápice da juventude, épocas de rebeldia e irresponsabilidades, conflitos e dúvidas, estão engajados em projetos sociais, lideram grupos de movimentos políticos, elaboram projetos de inclusão e de melhorias na educação, na cultura, no transporte e conversam e discutem como “gente grande”. Foi assim que surgiu minha esperança na mudança deste país tão rico, mas que não usa da maneira correta esta riqueza.
Foi ouvindo o que eles tem a dizer que percebi que está na hora de valorizar essa virtude dos mais novos, essa energia inesgotável de gritar e exigir os nossos direitos. Foi então que percebi quanto tempo perdi tentando entender como as coisas não davam certo, sem ao menos me preocupar em mudá-las, foi isso que essa galera me ensinou, ao invés de reclamar a insatisfação, correr atrás das soluções.
Integrando a direção da UEE/RS tenho o imenso prazer em lutar pelos direitos do estudante e do jovem, de fazer assim como muitos que passaram por aqui e conquistaram mudanças tão importantes para a educação do nosso país, como o Enem, ProUni ou Fies que deram oportunidades aos que sempre sonharam em cursar uma faculdade e não tiveram condições. Lutar por direitos como a meia-entrada em shows, cinemas e jogos de futebol, afirmar o Estatuto da Juventude que assegura e fortalece as políticas públicas voltadas aos jovens.
Hoje, a UEE/RS vive um momento único, com campanhas que atingem todas as classes sociais e todos os seguimentos estudantis, fortalecendo a democracia do nosso país, como por exemplo, a campanha do “voto aos 16 anos” que incentiva jovens a confeccionarem seu título de eleitor e já participarem ativamente das eleições, mesmo sem a obrigatoriedade do voto. Hoje, como nunca, tenho esperança e confiança de que os jovens podem muito mais, integrar grupos de alta importância e se fazer respeitar, pois tem absoluta capacidade para realizar qualquer tarefa que exija responsabilidade.
Virginia Machado é Diretora Feminina da UEE/RS e estudante de Jornalismo da Unisinos.
Data: 17/04/2012